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Identificação e breve descrição do recurso educativo online

O recurso educativo online escolhido é uma apresentação eletrónica sobre o sobre o tema da Segurança na Internet, intitulada Semana da Internet Segura, disponível no Portal das Escolas, em https://www.portaldasescolas.pt/portal/server.pt/community/00_recursoseducativos/259/Ver%20Recurso%20Educativo?topage=red_readonly&red_id=3768.

Foi publicado a 09|02|2012, em português, pela Escola Secundária com 3º Ciclo do Ensino Básico dos Carvalhos. Dirige-se a crianças e jovens entre os 6 e os 16 anos. Aborda diferentes subtemáticas da internet segura – chat e antivírus, email com anexos, pesquisas na net, encontros presenciais, vídeos no telemóvel, toques grátis, redes sociais, utilização segura do correio eletrónico, cyberbullying, regras de conduta na internet, direitos de autor, jogos online – recorrendo à exploração de vídeos.

O presente recurso educativo online permite uma interatividade expositiva e interrogativa, apresentando-se como um método pedagógico ativo, nomeadamente nos momentos “Alertas: o que farias?”.

Apresentação da grelha e sua justificação

Tendo por base o documento de apoio “Evaluating, Selecting, and Managing Learning Resources: A Guide”, elaborei a grelha de análise e avaliação com os seguintes parâmetros e critérios:

Conteúdo: atualidade, utilidade e adequação aos objetivos e necessidades de aprendizagem

Design instrucional: promoção de uma aprendizagem ativa, de competências de comunicação e da interação grupal; adequação aos objetivos de aprendizagem

Design técnico: disponibilização de materiais de suporte adequados, design visual interessante e adequado ao ambiente de aprendizagem, fácil utilização

Considerações sociais: em conformidade com as idades dos grupos-alvo

A grelha avalia o recurso numa escala de 1 a 4 (mau, insuficiente, bom, muito bom).

 

Avaliação descritiva do recurso educativo online com base na grelha

 

Conteúdo

Design instrucional

Design técnico

Considerações sociais

atualidade

4

aprendizagem ativa

3

disponibilização de materiais de suporte adequados

2

em conformidade com as idades dos grupos-alvo

3

utilidade

4

competências de comunicação

4

design visual interessante e adequado ao ambiente de aprendizagem

4

 

 

adequação aos objetivos e necessidades de aprendizagem

4

interação grupal

3

fácil utilização

4

 

 

 

 

adequação aos objetivos de aprendizagem

4

 

 

 

 

 

O recurso educativo online escolhido, no geral, apresenta uma boa avaliação, dada a sua atualidade, utilidade e adequação aos objetivos e necessidades de aprendizagem; a sua fácil utilização, a par com um design visual interessante e adequado ao ambiente de aprendizagem permite igualmente o desenvolvimento de competências de comunicação.

O extenso grupo etário a que se destina esta apresentação poderá levar a um encontro deficitário das necessidades especificas de cada grupo; a ausência de links diretos para aceder aos vídeos propostos na apresentação também compromete os materiais de suporte.

 

Conclusão

Dada a pertinência da temática deste recurso educativo online, as lacunas que o mesmo apresenta podem ser colmatadas com a utilização conjunta de outros recursos, igualmente disponíveis no Portal das Escolas, como é o caso das tiras de banda desenhada SeguraNet “Tu decides por onde vais”, para além do próprio site da SeguraNet que disponibiliza outros recursos educativos que podem enriquecer o recurso aqui apresentado.  

 

Webgrafia

British Columbia – Ministry of Education. Evaluating, Selecting, and Managing Learning Resources: A Guide. Consultado em fevereiro de 2012. Disponível em http://www.moodle.univ-ab.pt/moodle/file.php/50701/documentos/aval-re-min-educ-british-columbia-canada-excertopdf.pdf

DGIDC. Projecto SACAUSEF: Sistema de Avaliação, Certificação e Apoio à Utilização de Software para a Educação e a Formação. Consultado em fevereiro de 2012. Disponível em http://www.crie.min-edu.pt/index.php?section=92

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No âmbito da UC Análise de Recursos Educacionais, a atividade 2 pretende a seleção de dois REA online; a escolha dos referidos REA deve ser explicada e fundamentada. Os mesmos REA devem ser utilizados na realização de uma, ou mais, actividades de aprendizagem.

Tendo em vista a planificação de actividades no âmbito do Programa da componente sociocultural da disciplina de Cidadania e Mundo Atual dos Cursos de Educação e Formação Tipo 2, os REA escolhidos foram:

– PORDATA – Base de dados Portugal Contemporâneo

OER Commons

 

Atividade 1

No Módulo C8 – Fecundidade e Envelhecimento: Famílias em Mudança, pretende-se que os formandos reflitam sobre o declínio da fecundidade e da natalidade, o aumento da esperança média de vida e as alterações demográficas que lhe estão associadas nomeadamente nas famílias e na sociedade em geral.

Proposta de atividade:

Após a visualização vídeo acima disponibilizado, em http://www.pordata.pt/ aceda ao Recurso Educativo Aberto PORDATA – Base de dados Portugal Contemporâneo. Após aceder à base de dados de Portugal, nos separadores 2 – Censos da População, 6 – Nascimentos e Fecundidade, e 7 – Óbitos e Esperança de Vida, deve analisar individualmente as seguintes taxas e indicadores:

ü  Taxa de crescimento anual médio da população (http://www.pordata.pt/Portugal/Taxa+de+crescimento+anual+medio+segundo+os+Censos+(percentagem)-876)

ü  Taxa de fecundidade geral (http://www.pordata.pt/Portugal/Taxa+de+fecundidade+geral-618)

ü  Taxa bruta de natalidade (http://www.pordata.pt/Portugal/Taxa+bruta+de+natalidade-527)

ü  Idade média de maternidade (http://www.pordata.pt/Portugal/Idade+media+de+maternidade-417)

ü  Taxa bruta de mortalidade e taxa de mortalidade infantil (http://www.pordata.pt/Portugal/Taxa+bruta+de+mortalidade+e+taxa+de+mortalidade+infantil-528)

ü  Indicadores de envelhecimento (http://www.pordata.pt/Portugal/Indicadores+de+envelhecimento+segundo+os+Censos-525)

ü  Esperança de vida à nascença (http://www.pordata.pt/Portugal/Esperanca+de+vida+a+nascenca+total+e+por+sexo-418)

ü  Esperança de vida aos 65 anos de idade (http://www.pordata.pt/Portugal/Esperanca+de+vida+aos+65+anos+total+e+por+sexo-419)

Após a análise individual das diferentes taxas e indicadores disponíveis nos separadores indicados, com recurso à ferramenta “Ambiente de Consulta” aprofunde a sua análise, criando tabelas e gráficos que lhe permitam refletir sobre as seguintes questões:

  • o crescimento anual médio da população portuguesa
  • a relação entre a taxa de fecundidade geral, a idade média da maternidade e a taxa bruta de natalidade
  • a relação entre a diminuição da taxa bruta de mortalidade, o envelhecimento da população e o aumento da esperança média de vida.

Por último, reflita sobre as implicações que a diminuição da fecundidade, da natalidade e da mortalidade e o consequente aumento da esperança de vida e do envelhecimento da população têm nas estruturas familiares e societárias.

Nota: A atividade é realizada em grupos de trabalho constituídos por dois formandos. A atividade deve ser publicada em blog, refletindo as diferentes fases do trabalho realizado.

Critérios da minha escolha:

  • responde às necessidades de informação credível, concentrando diferentes fontes de informação, simplificando o acesso a quem não domina competências de análise estatística, como é o caso dos presentes formandos,
  • permite o acesso de forma gratuita,
  • intitula-se como serviço público, tendo por base a recolha, análise e compilação de dados disponíveis em organismos oficiais, por isso, credíveis,
  • encontra-se dividido em dois grandes temas – Portugal e Europa -, os quais se subdividem em diferentes separadores temáticos que disponibilizam temas mais específicos,
  • apresenta uma interface agradável e de fácil utilização,
  • encontra-se em Português.

 

Atividade 2

No Módulo B6 – Funcionamento da União Europeia: a Europa Unida, pretende-se que os formandos adquiram conhecimentos básicos sobre a história da União Europeia, as suas instituições e políticas.

Proposta de atividade:

Em http://www.oercommons.org/, designadamente em http://www.oercommons.org/courses/a-z-of-europe/view os fomandos acedem a um conjunto de 26 questões sobre a Europa com o objetivo de serem verificados os conhecimentos que possuem anteriormente ao inicio do módulo.

Posteriormente, é proposto aos formandos a realização de um trabalho individual sobre a história da União Europeia e as suas instituições e políticas. De forma a cumprirem a sua tarefa são disponibilizados dois espaços informativos onde devem realizar a sua pesquisa:

– história da União Europeia – http://www.oercommons.org/courses/history-of-europe-1800-to-the-present/view

– União Europeia: instituições e políticas – http://www.oercommons.org/courses/european-politics/view

Nota: A atividade é realizada individualmente e deve ser publicada online em formato de apresentação eletrónica.

Critérios da minha escolha:

  • visto que possui a Creative Commons Attribution-NonCommercial-ShareAlike 3.0 License, é possível a partilha e a adaptação de conteúdos mediante os termos estabelecidos na licença,
  • encontra-se organizado por áreas temáticas e por níveis de escolaridade, facilitando o acesso à informação,
  • disponibiliza diferentes tipos de materiais,
  • permite o acesso de forma gratuita,
  • permite a realização de pesquisa simples e avançada, facilitando o acesso à informação,
  • possui um elevado número de recursos.

O conceito Open Educational Resources (OER) – Recursos Educacionais Abertos (REA) – foi referido pela primeira vez num workshop da UNESCO, em 2002. Contudo, já em 1998, David Wiley havia introduzido o termo “conteúdo aberto”, originando rapidamente movimentos de disponibilização gratuita de conteúdos, levando à criação da Open Publication License. Em 2000, a iniciativa OpenCourseWare é anunciada pelo Massachusetts Institute of Technology (MIT) e, em 2001, o Creative Commons (CC) é fundado por Larry Lessig, promovendo um conjunto flexível de licenças, melhorando a estrutura confusa da Open Publication License.

Apesar de uma existência de quase dez anos, o conceito REA ainda não conheceu uma definição única.

  • The open provision of educational resources, enabled by information and communication technologies, for consultation, use and adaptation by a community of users for non-commercial purposes. (UNESCO, 2002)
  • Open Educational Resources (OER) are teaching, learning and research materials that reside in the public domain or have been released under an intellectual property license that  permits their free use by others. (UNESCO, 2002)
  • Open educational resources include full courses, course materials, modules, textbooks, streaming videos, tests, software, and any other tools, materials, or techniques used to support access to knowledge. (Hewlett Foundation, 2007) 
  • Johnstone (2005) states: by 2004 OER was defined to include: Learning resources – courseware, content modules, learning objects, learner support and assessment tools, online learning communities; Resources to support teachers – tools for teachers and support materials to enable them to create, adapt, and use OER, as well as training materials for teachers and other teaching tools; Resources to assure the quality of education and educational practices. (Downes, 2007)

Apesar da não existência de uma única definição de REA, a OLCOS – Open e-Learning Content Observatory Services -, fundada pela Comissão Europeia, identificou três atributos fundamentais que devem caracterizar estes recursos, ajudando à identificação dos mesmos (OLCOS, 2007):

  1. o acesso ao conteúdo aberto é oferecido gratuitamente pelas instituições educacionais, provedores de conteúdo e utilizadores finais;
  2. o conteúdo é licenciado de uma forma generosa para que possa ser reutilizado em atividades educacionais e livre de restrições que o impeçam de ser modificado, combinado e remisturado;
  3. os sistemas e ferramentas usadas devem ter código-fonte disponível, devem oferecer interfaces de Programação de Aplicativos (APIs abertas) e autorizações para reutilizar os serviços web bem como os recursos. 

O crescente número de REA produziu uma quantidade significativa de conteúdo, introduziu novas práticas no campo educacional, levando a mudanças no paradigma educacional, ou seja, na forma como se ensina e como se aprende. Contudo, a utilização dos REA levanta algumas questões (UNESCO, 2009):

  • a preocupação com a qualidade dos recursos educacionais abertos;
  • a apreensão com a sustentabilidade dos REA e dos vários projetos associados;
  • o contacto com novas formas de avaliação e acreditação altera a relação docente/discente;
  • a promoção  de uma perspetiva global no ambiente educativo deverá aproximar os países desenvolvidos dos países em desenvolvimento, mas tal nem sempre tem acontecido;
  • a fraca adesão à reutilização dos REA pode levantar algumas questões no que diz respeito ao valor que estes assumem nas várias áreas do conhecimento. 

Por seu lado, Baker (2007) também identifica alguns desafios que se colocam aos REA:

  • a necessidade de disponibilização de mais recursos para apoio ao corpo docente,
  • a garantia de qualidade dos materiais de aprendizagem disponíveis,
  • a necessidade de articulação e transferência entre os diferentes REA,
  • a identificação de ferramentas de colaboração para uso, desenvolvimento e disponibilização de materiais abertos de aprendizagem,
  • o incentivo do uso das ferramentas digitais pelos professores,
  • a conformidade com os requisitos de acessibilidade estipuladas. 

Apesar destes desafios, segundo Doyle (2007), os REA concedem mais valias ao nível individual e coletivo:

  • aos autores a publicação com o acesso ao maior público possível, pois estudos mostram que os seus artigos são citados com mais frequência;
  • aos leitores acesso aberto a um conjunto quase infinito de literatura;
  • aos editores a garantia de uma divulgação mais ampla dos artigos que publicam, pois a partilha de ficheiros aumenta na realidade o mercado dos seus produtos comerciais;
  • aos financiadores a obtenção de um maior impacto do seu investimento;
  • às universidades um aumento da visibilidade do conhecimento que promovem. 

Os REA assumem um papel muito importante no ensino e na aprendizagem, contudo é crucial a promoção da inovação e mudança nas práticas educativas. Se a prática do conhecimento centrado no professor não se alterar, os REA terão poucos efeitos na alteração das práticas de ensino e aprendizagem.

Numa sociedade assente em conhecimento, algumas competências são fundamentais para uma participação de sucesso dos indivíduos: auto-orientação, criatividade, espirito crítico, capacidade para resolução de problemas, trabalho colaborativo e habilidades de comunicação. Os REA assumem-se como ferramentas privilegiadas na promoção da aquisição destas competências. Assim, devem ser promovidas novas ferramentas educacionais e conteúdos de acesso aberto, levando a uma nova cultura educacional.

Para isso, os professores devem modificar o seu papel de dispensadores de conhecimento para facilitadores de práticas educacionais, designadamente abertas, que enfatizem o desenvolvimento das competências identificadas como fulcrais na sociedade do conhecimento e da informação que conhecemos hoje. Devem promover o desenvolvimento de competências nos aprendentes que lhes permitam identificar e estudar problemas do mundo real, avaliar a qualidade das fontes de informação e discutir criticamente os resultados dos seus estudos, exaltando o envolvimento dos aprendentes na aprendizagem ativa e construtiva de conteúdos, ferramentas e serviços. Os docentes devem privilegiar modelos de aprendizagem que fazem uso de ferramentas e serviços que favoreçam a aprendizagem colaborativa, a partilha de ideias, experiências e resultados, a criação de conteúdos educativos, como é o caso do social software (weblogs, wikis, rss, entre outros). Por último, devem ter conhecimento dos repositórios e serviços de acesso aberto existentes nas suas áreas de interesse, pesquisar regularmente recursos de interesse e reutilizar modelos de aprendizagem e recursos. Assim, na posse e domínio do mundo dos REA o campo educacional continuará a conhecer movimentos de inovação nas práticas de ensino-aprendizagem cada vez mais flexíveis e voláteis.

Fontes:

Baker (2007). OER Introduction. Disponível em http://cnx.org/content/m14466/latest/. Consultado em novembro de 2011.

Doyle (2007). Construir. Disponível em http://are11uab.wikispaces.com/Construir#A3. Consultado em novembro de 2011.

Downes (2007). Models for Sustainable Open Educational Resources. Disponível em http://ijklo.org/Volume3/IJKLOv3p029-044Downes.pdf. Consultado em novembro de 2011.

Hewlett Foundation (2007). Disponível em http://www.hewelett.org/uploads/files/Hewlett_OER_report.pdf. Consultado em novembro de 2011.

OLCOS (2007). Open Educational Practices and Resources. Disponível em http://www.olcos.org/cms/upload/docs/olcos_roadmap.pdf. Consultado em novembro de 2011.

UNESCO (2002). Forum on the Impact of Open Courseware for Higher Education in Developing Countries.  Disponível em http://portal.unesco.org/ci/en/files/2492/10330567404OCW_forum_report_final_draft.doc/OCW_forum_report_final_draft.doc). Consultado em novembro de 2011.

UNESCO (2002). Joint Workshop on Open Educational Resources and Intellectual Property Rights.  Disponível em http://iite.unesco.org/news/387945/. Consultado em novembro de 2011.

UNESCO (2009). UNESCO OER Toolkit/The Emergence of Open Education. Disponível em http://oerwiki.iiep.unesco.org/index.php/UNESCO_OER_Toolkit/The_Emergence_of_Open_Education. Consultado em novembro de 2011.

USAR (2011). Wiki do Grupo. Disponível em http://are11uab.wikispaces.com/Usar#docente. Consultado em novembro de 2011.